A rainha Rania – eu sei que soa mal mas é mesmo assim que se diz – e o seu marido, o rei Abdullah II da Jordânia, chegaram ontem a Portugal. Por mais respeito que me suscite a política internacional, julgo que esta visita é uma oportunidade para falar de outra coisa. Ao ver Raina e Abdullah, não posso deixar de pensar em Carla e Nicolas. Nicolas e Abdullah têm em comum duas mulheres que se destacam no plano internacional. Eles também, claro. Ambos ocupam o poder em nações poderosas mas curiosamente nenhum dos dois está à altura delas. Obviamente não tenho nada contra. Até são um exemplo a seguir, que curiosamente até sigo. Muita gente má e mesquinha pode ver alguma coisa esquisita neste desnível. Mas isso é só ciúmes. Poder-se-á insinuar que os homens com poder seduzem mulheres doutro nível? Depende do que se entenda por poder. Ele pode tomar muitas formas. O nosso saudoso Presidente Jorge Sampaio também tinha uma mulher de outro nível, mas é sabido que um presidente português não tem lá muito poder. Pode vetar algumas vezes, dissolver a Assembleia, mas isso não é nada glamouroso quando comparado a um rei árabe ou um presidente francês. Também o milionário Aristóteles Onassis teve a sua Jacqueline, ela igualmente de um nível superior a ele. O grego tinha dinheiro mas não era assim tão poderoso como se pensa. Sim, tinha barcos, aviões, casa e até uma ilha, mas isso é nada comparado com o armamento francês ou um rei das arábias. Todas as pessoas acreditam que o poder é para as mulheres o mais sedutor. Outras acham que é o dinheiro. Os darwinistas, é de bom-tom agora citar, afirmam que é a capacidade de transmitir bons genes que levam às mulheres a escolher os seus maridos. Eu quero acreditar que estão todos enganados. As mulheres não podem ser assim de calculistas. Tenho provas irrefutáveis: em todas as revistas femininas e em todos os inquéritos, as mulheres afirmam que o que exigem dos homens é sentido de humor e que as façam rir. É por isso que se a rainha Raina e a presidenta Carla estão com o Abdullah e com o Sarkozy é porque são uns galhofeiros de primeira. Eis o segredo. Assim ficam consolados os homens sem poder apaixonados por mulheres inalcançáveis. Ou só muito altas. Fora isso, tudo bem.
quinta-feira, 19 de março de 2009
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