sexta-feira, 20 de março de 2009

O Senhor Comentador acha que não há melhor integração cultural do que a dos nossos antepassados

A notícia de discriminação de ciganos na escola de Barcelos ainda é um bocado confusa no que respeita a quem decidiu o quê. No início parecia mais um conflito da autoridade representada pela Direcção Regional de Educação do Norte, ou DREN, para os amigos, e os suspeitos do costume, os ciganos. Depois apareceu o secretário da Junta de Freguesia de Barqueiros, António Cardoso, que esclareceu que a concentração de alunos ciganos numa só turma na escola de Lagoa Negra, Barcelos, era uma farsa e que o acordo que a DREN afirma ter estabelecido com a matriarca da comunidade cigana para este projecto de integração nunca existiu. Não quero o tomar partido de ninguém até saber todos os pormenores e actualizar-me nos métodos mais modernos de integração aplicados nesta escola nortenha. Por exemplo, confesso que não sabia que separar os alunos em, digamos assim, em grupos culturais, podia ser parte dum projecto mais amplo de integração posterior. Outra modernice educativa que ignorava era que rapazes de 18 anos podiam acelerar os seus conhecimentos com colegas de 14 desde que pertencessem ao mesmo grupo, neste caso, de ciganos. Julgo que também se pode aplicar com pretos, judeus ou até brancos se viverem no Zimbabué ou no Camboja. Também não sabia que era normal as escolas terem contentores para ampliar as instalações educativas. Enfim, há muita coisa que não sei sobre as novas técnicas de integração no sistema de ensino. Sou da velha escola e ainda acredito que a melhor forma de integração foi dada pelos nossos antigos navegadores que se misturaram com amor e alegria a tantas maiorias diferentes da nossa. Os mesmos que tantas famílias formaram no Brasil, Praia e Bissau, Angola, Moçambique, Goa e Macau… Fora isso, tudo bem.

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