segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ABSINTO

Apesar de ser sempre relacionado à França, o Absinto é uma criação suíça. Destilados, os seus ingredientes compõem-se de anis e uma diversidade de ervas em que se destaca a Artemisia absinthium, responsável pela polémica em volta do absinto, por conter substâncias alucinógenias.
A história do absinto começa em 1792, quando o médico e monarquista francês Pierre Ordinaire, exilado na Suíça, utilizou a planta Artemisia Absinthium para fabricar uma poção digestiva. Poucos anos depois, ele adicionou álcool à fórmula para potencializar os seus efeitos.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Aleister Crowley e Fernando pessoa são exemploas de notáveis que eram adeptos da fada verde.

O absinto foi proibido por muitos anos na maioria dos países, voltando recentemente à legalidade.

A simples mistura com água, das ervas que compõem o absinto, resulta num líquido extremamente amargo. Essa mistura amarga, ao ser destilada, adquire um sabor agradável, marcante. O seu aroma lembra menta e anis. É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.

O absinto pode atingir teores alcóolicos até 90% ( só???!!! ).

Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro. Apresenta uma porcentagem de álcool muito elevada (45,0 % a 80 %).
Para apreciação de novos sabores, era servido com torrão de açúcar e láudano, este último um opióide. Sem o láudano, atualmente pode ser consumido com água, que reduz a graduação alcóolica da bebida. Desta forma, sobre o copo com a bebida é colocada uma colher perfurada que sustenta o torrão de açúcar, e por onde passará a água gelada que será vertida lentamente sobre o torrão.
Recentemente no Brasil foi legalizada a sua venda, porém teve de adaptar-se à lei brasileira. O seu teor alcoólico é de 53,5 ºGL e não contém a erva Arthemisia Absinthium.

Em portugal recomendamos o Absinto comercializado pela marca Neto Costa.

Será a Artemisia Absinthium medicinal ou tóxica? Vamos saber mais...


Quem já provou um chá de absinto conhece a principal característica desta planta: o sabor amargo. E dizem que essa característica foi até citada num provérbio de Salomão que teria declarado: "a infidelidade, ainda que possa ser excitante e doce no seu início, costuma ter um fim amargo como a losna". Na Grécia Antiga esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico. Popularmente, a losna também é conhecida como absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes. As propriedades aperitivas (estimulante do apetite), vermífugas e estomacais explicam o uso da planta no preparo do vermute e do licor de absinto, entretanto, vale lembrar que a presença de uma substância tóxica - a tuinona - pode produzir efeitos altamente perigosos. Em doses elevadas, os chás e outros preparados a partir desta planta podem provocar tremores, convulsões, tonturas e até delírios. No século XIX, registrou-se vários casos de intoxicações e até mortes provocadas pelo uso de um licor obtido pela maceração do absinto em álcool. Na maior parte das vezes, o licor de absinto era usado como alucinógeno e não com finalidades medicinais.

O absinto era muito apreciado por famosos poetas e artistas como Van Gogh, Rimbaud, Baudelaire e Toulouse-Lautrec, entre outros. Ao que tudo indica, aquele destilado de ervas cor verde-esmeralda, também chamado de "fada verde", seria o responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. E, recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, identificaram nas substâncias presentes nos destilados preparados com losna ou absinto, propriedades capazes de causar convulsões, alucinações, surtos psicóticos; dependendo da dosagem. Além disso, os estudos demonstraram que o uso crônico pode provocar danos neurológicos permanentes. A combinação entre a dosagem de álcool e as substâncias presentes nesta planta pode ser perigosa e, por essa razão, a maioria dos especialistas costuma recomendar o uso da losna ou absinto na forma de infusão (no máximo duas xícaras de chá ao dia) e evitar a extração do sumo por maceração. Planta pertencente à família das Compostas, originária da Europa, a Artemisia absinthium L. é uma planta herbácea, perene (cultivada muitas vezes como anual), que alcança de 1 a 1,20 m. de altura. Produz folhas recortadas, de coloração verde-acinzentada e flores amarelas, bem miúdas e reunidas em pequenos cachos. Em algumas regiões do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as flores. Também é muito importante lembrar que a Artemisia absinthium L. não deve ser confundida com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum L.) que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.

A Artemisia Absinthium propaga-se por meio de sementes, por divisão de touceiras ou por estaquia. O solo ideal para o cultivo deve ser argilo-arenoso, fértil e profundo. Para o plantio em vasos ou jardineiras, é essencial garantir uma profundidade de 30 cm, mais ou menos. A planta é muito resistente a doenças, raramente é atacada por insetos, porém, é essencial a retirada de ervas daninhas que podem prejudicar o seu desenvolvimento. Recomenda-se cautela com a aplicação de adubos ou fertilizantes (naturais ou químicos), pois o excesso pode prejudicar o aroma da losna. A adição de composto orgânico em doses controladas favorece o cultivo. Se a finalidade da colheita for as folhas, deve-se retirá-las aos primeiros sinais da formação dos futuros órgãos de reprodução, para evitar a perda dos princípios ativos. Caso a finalidade seja obter as flores, a colheita deve ser realizada assim que estas começam a se formar, pois a planta permanece florida por cerca de sete dias e, após esse período, as flores se tornam muito sensíveis, desmanchando-se e caindo com facilidade. Para melhor conservação, a losna pode ser armazenada seca: coloque as folhas e flores estendidas em local ventilado, longe da exposição aos raios solares e depois guarde em caixas de madeira, de preferência.

Como se deve beber

Normalmente o absinto é bebido em shot's ( pode servir para inflamar o copo ) e misturado com outras bebidas. Alguns jardas bebem absinto misturado com Red Bull. No entanto, segundo os espertos na matéria o Absinto deve ser bebido num copo comprido na proporção de uma parte para três de água normal ou com gás gelada. Primeiro deita-se o absinto no copo, em seguida coloca-se uma colher furada apoiada na borda do copo com dois cubos de açúcar branco e depois deita-se a água gelada. Pode improvisar-se com um pacote de açucar e 2 pedras de gelo, mexendo-se de seguida.


Curiosidades

Sabiam que existe cerveja de Absinto? Pois é, recentemente na localidade de Les Rousses, na França, tive oportunidade de provar esta divina cerveja. Com teor alcoólico de 6,0 % pode dizer-se que é uma cerveja bem gostosa.

A palavra "vermute" tem tudo a ver com a losna: significa "warmwurz", ou seja, "raiz quente" e é o nome da Artemisia Absinthium em alemão. Já em grego, a palavra Artemisia Absinthium significaria "privado de doçura". A medicina popular desaconselha o uso de Artemisia Absinthium por mulheres em fase de amamentação, pois a planta "torna o leite amargo". O absinto é famoso desde tempos muito antigos, pelas suas virtudes medicinais, sendo inclusive citado num papiro egípcio que data de 1.600 a.C.

Efeitos

Nota: Os vídeos são de Jardas internacionais. O primeiro são Jardas brasileiros e o segundo Ingleses. Não são membros do JardasTeam, mas pelo que podem ver também apanham grandes Jardas.

Em excesso = PROBLEMAS

Quantidade razoável = ALUCINAÇÕES

1 comentários:

Anónimo disse...

AMEM!!!!