sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Senhor Comentador pede às altas chefias das forças armadas americanas que deixem os seus soldados comer em paz

Um estudo do Pentágono afirma que o número de militares norte-americanos com excesso de peso ou obesidade duplicou desde o início da guerra do Iraque. Consequência evidente do stress e da tensão criados pelos combates. O estudo publicado no Relatório de Observação Médica do Departamento de Estado suscita preocupações sobre o estado geral de prontidão dos militares. Vejamos isto por partes. Em primeiro lugar, as forças armadas americanas têm muita sorte. Aquilo que se diz por cá que o que não mata, engorda, não sei como é que se diz em inglês, talvez “what won’t kill you, will only make you fatter”, é uma coisa boa. Sempre é melhor que fazer parte da outra estatística, como a taxa de suicídio e divórcios. Claro que os números podem enganar e pode acontecer que um soldado engorde, se divorcie e se mate logo a seguir. O que pode confundir os analistas. Por outro lado, também deve se ter em conta que o estudo fala de obesidade e não da monstruosa obesidade mórbida. Este pormenor é importante já que uma coisa é ganhar uns quilitos e outra é enlouquecer adiposamente. Não sei o que se está a passar nos Estados Unidos para se estarem a alarmar por tão pouco. Todos no lembramos do Carlos Lopes magro quando ganhou a medalha olímpica e todos nos lembramos do Carlos gorducho como um feliz empresário de artigos desportivos. Todos achámos normal que o nosso campeão começasse a sua reforma com felicidade e boas jantaradas. Obviamente ninguém pretendeu que voltasse à alta competição. Isto pode ser um exemplo a seguir pelas forças armadas americanas. Depois duma campanha guerreira, se possível vitoriosa, deixar a malta que combateu em paz e a comer os seus bons repastos caseiros. Para se dedicar a actividades menos stressantes, como tricotar, para dar um exemplo. Acima de tudo, o soldado que regressa deve perdoar a mulher e não deve ficar perto de armas, venenos, cordas, comboios ou zonas aquáticas com mais de dois metros de profundidade. De resto, por mim, estes rapazes merecem engordar patrioticamente. Fora isso, tudo bem.

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